Compositor: Marlon Chagas Santos
Na confusão do mundo adulto
Construído sobre máscaras e hipocrisia silenciosa
Uma jovem voz se ergue contra o molde
Recusando-se a se tornar outro rosto perdido
Entre ruas frias e noites sem dormir
Ele procura por um lugar
Onde a inocência não tenha sido apagada
Um santuário intocado pelo peso da maturidade
Seu sonho não é glória
Seu sonho não é poder
Mas ser um guardião
Para segurar aqueles que correm perto demais da beira
Antes que caiam no abismo do cinismo
Neste abrigo que se ergue sob um céu infinito
Uma metáfora, uma rebelião silenciosa
Um voto de proteger o que ainda é puro
De provar que ainda há algo a salvar
Mas os anos pressionam
E o mundo exige rendição
Ele resiste, agarrando-se à autenticidade
Lutando contra a lenta sufocação da verdade
Não é contra o tempo que ele luta
Mas contra o disfarce que ele carrega
Contra os roteiros ocos da sociedade
Para preservar o frágil coração de uma criança
Neste abrigo que se ergue sob um céu infinito
Uma metáfora, uma rebelião silenciosa
Um voto de proteger o que ainda é puro
De provar que ainda há algo a salvar
E na pressa do tempo, ele toma sua posição
Um apanhador de almas, de mãos abertas
Guardando a frágil linha
Entre a inocência e a queda