Compositor: Marlon Chagas Santos
O instinto primal, sempre à espreita
Escondido sob a frágil pele da civilização
Quando as paredes da ordem caem, a máscara se despedaça
E a fera interior ergue sua voz
Entre cinzas e sangue
A inocência devorada pelo caos
A inocência devorada pelo caos
Crianças na ilha, reflexos da humanidade
Expostas sem correntes, sem regras, sem véus
O medo se torna culto, a violência se torna lei
O desespero se torna um coro
O desespero se torna um coro
O monstro não habita a floresta
Nem o mar, nem a escuridão exterior
Ele nasce em cada olhar
Alimenta-se da ira, da fome, do poder
É o grito primal
Que rasga o silêncio da razão
Rasga o silêncio da razão
Crianças na ilha, reflexos da humanidade
Expostas sem correntes, sem regras, sem véus
O medo se torna culto, a violência se torna lei
O desespero se torna um coro
O desespero se torna um coro
Não restam heróis
Apenas sobreviventes, marcados
Marcados pelas cinzas de sua própria brutalidade
E a pergunta ecoa
A pergunta ecoa
Quando o véu da ordem cair mais uma vez
Quem realmente seremos?
Quando o véu da ordem cair mais uma vez
Quem realmente seremos?