Compositor: Marlon Chagas Santos
Olhos acima, em cada canto
O silêncio pesa com suspeita
Palavras se dissolvem, linhas reescritas
A verdade moldada pela mão do poder
Uma jaula de pensamento, uma prisão da mente
Até mesmo a memória não é sua
A história queima, reescrita em cinzas
A identidade desaparece sob a tela
Mas nas sombras
Um sussurro resiste
Uma faísca sobrevive
Recusando-se a se curvar ao olhar sem fim
Sob o peso do controle
O espírito humano ainda tremula
Um voto de lembrar
De manter o que não pode ser apagado
O medo comanda, o silêncio obedece
Ainda assim corações conspiram em segredo
O amor se torna rebelião
Uma frágil resistência na escuridão
Eles exigem que você recue
Mas a alma não se resigna
Cada pensamento, um fogo oculto
Cada respiração, uma guerra silenciosa
Sob o peso do controle
O espírito humano ainda tremula
Um voto de lembrar
De manter o que não pode ser apagado
Nas ruínas da verdade
No colapso da confiança
O eu permanece
Lutando para não desaparecer